domingo, 15 de junho de 2008
Primeira noite: Stockholm
Meu vôo de Frankfurt para Stockholm saiu umas 21:00 da noite.
Chegamos ao aeroporto de Stockholm por volta das 23:30, quando fui pegar minha mala naquela esteira o susto! Cadê a rodinha da minha mala? Cara, fiquei “P” da vida de ter que arrastar minha mala com mais de 20 Kg pelo aeroporto, e quem disse q eu achei aqueles carrinhos de bagagem? Mas beleza, era só uma rodinha, eu ainda conseguia manejar ela só com uma roda. Rsrsr.
O aeroporto que aterrissamos era muito longe do centro de Stockholm, e eu sem nenhuma coroa sueca no bolso (vim saber que eles não usavam euro só aqui), só alguns euros e o cartão de crédito. Consegui me informar com um taxista como fazia para ir para o centro (o cara era turco e falava um pouco de inglês), comprei uma passagem com o cartão pra pegar o ultimo ônibus pro centro (que sorte a minha, o busão já estava saindo).
O ônibus rodou mais de uma hora ate chegar ao centro. Quando desci do busão, nossa!!! Quase morro de frio, 3 graus marcava o termômetro e ninguém na rua pra eu pedir informação. Nenhum Hotel, nenhum PUB, nenhum taxi, absolutamente nada. Fazer o que? Vou andar arrastando essa mala como der, aqui que eu não vou ficar nesse frio.
Quase meia hora andando achamos um espécie de padaria aberta, e na fome que eu estava era tudo o que eu queria achar mesmo. Comi um Dog sueco (pão e salsicha só!!!! Mais nada!!! Nada mesmo. Nem um purezinho tinha pra acompanhar). Pedi a cerveja pro atendente
– Do you speek english?
– Yes. Disse ele.
– OK! Eh… One beer, please.
– Beer? – O cara me pergunta com uma cara de surpreso.
– Yes. Beer. - Eu disse.
– No, no, no. Beer no. – respondeu o safado dando uma risadinha sínica.
– OK. Pensei comigo, o cara não deve ter cerveja, vou tomar uma coca-cola mesmo.
Fiquei naquela padaria até amanhecer o dia comendo um dog a cada meia hora. Quando eram umas 6 da manha voltei pra onde o ônibus tinha me deixado, afinal lá era a estação central e eu queria ir pra Orebro. Troquei meus Euros e Libras por Coroa Sueca e fui tomar meu primeiro café da manhã em Stockholm (primeiro post).
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Recuperando a Bagagem
Depois de uma longa noite de sono e um café da manhã reforçado no hotel, comecei a pensar na minha bagagem, todas as minhas roupas, meus calçados, tudo que eu tinha estavam naquelas malas. E agora?!?! Como sobreviver na Alemanha só com a roupa do corpo, um notebook e 1.600,00 libras no bolso?
Engenharia Social – Esse termo foi muito estudado nas minhas aulas de Segurança da Informação na faculdade. Engenharia Social pra mim nada mais é do que MALANDRAGEM. Mandei um e-mail pra Cia de viagens onde comprei as passagens informando que eu estava em Frankfurt e minha bagagem foi extraviada. Me responderam em seguida perguntando o que eu estava fazendo em Frankfurt se o meu destino era Londres. Ai! Ai! Ai! – Olha a Malandragem ai de novo. Ops!!! Engenharia Social. Respondi em seguida que meu destino era Frankfurt e não Londres e queria o reembolso da diferença da passagem, já que São Paulo/Frankfurt é mais barato que São Paulo/Londres, além da minha bagagem é claro.
Algumas horas depois a resposta – Caro Sr. Fernando, Localizamos sua bagagem em São Paulo e já estamos enviando para o aeroporto de Frankfurt onde o Sr. poderá retira-la amanhã pela manhã. Quanto ao reembolso da diferença na passagem será depositado em sua conta dentro de dois dias úteis. Pedimos desculpas pelo transtorno causado e nos colocamos a disposição para resolver qualquer situação pendente.
Nossa!!! Pulos de Alegria. A noite sair pra beber nos PUBs alemães.
Na manhã seguinte fui ao aeroporto e consegui recuperar minha bagagem.
Como foi bom não ter saído para beber naquelas aulas de Segurança da Informação. Valeu professor. Agora tenho certeza que aquelas aulas foram muito úteis, muito mesmo.
Em breve eu conto como esta sendo minha vida aqui na Suécia.
Abraço a todos.
Não desistir nunca
Como estávamos sem passaporte, desapontados e um pouco bravos por termos sido deportados da Inglaterra e não entendíamos nada em alemão e só com um pouquinho de inglês na bagagem, as meninas da Cia aérea acharam isso muito estranho e chamaram cinco policiais para nos acalmar e tentar nos entender. Eu só entendia ela dizer: POLIZEI, POLIZEI e POLIZEI. Chamaram a Policia. Após os Polizeis conversarem com a gente (em inglês) com bastante calma, conseguimos entender o seguinte: “Vocês perderam o vôo que sai de Munich para São Paulo, o próximo vôo para São Paulo nesse aeroporto é só amanhã a noite. Vamos mandar vocês para Frankfurt agora, para que vocês peguem um vôo ainda hoje para o Brasil.”
Que vergonha!!! Escoltados por policiais dentro do aeroporto. Os Polizeis nos acompanharam até o portão da imigração alemã e solicitou ao agente que carimbasse nossos passaportes para poder entrar em Frankfurt. Após analisar nossos passaportes, olhar bem na bolinha dos nossos olhos, o agente da imigração nos pergunta: Vocês vão mesmo para São Paulo não é?!?!?! Essa pergunta fez acender uma lâmpada bem nítida bem em cima da minha cabeça. Pensei – Caramba!!! O cara esta me dando um visto pra entrar na Alemanha e eu tenho que voltar para o Brasil? Não. Cadê a malandragem brasileira? Cadê a coragem que eu aprendi a ter na vida?
Trinta minutos de vôo de Munich até Frankfurt. O avião pousou, pegamos nossas bagagens de mão e foda-se o resto da bagagem que estava no avião de Munich para São Paulo. Começamos a sair do avião e logo na porta dois policiais nos aguardavam. Eles perguntavam pra quase todo mundo – mr. Oliveira, mr. Amorim Lima? – Nossa!!! Gelei. E agora?? Quando estávamos saindo perguntaram pra mim eu só respondi - nein, nein. (Não, não em alemão)e continuei saindo seguindo o resto dos alemães, fiquei só observando e prestando atenção nas placas de EXIT. Exit, Exit, Exit. Pronto, nem acredito que estou fora do aeroporto. Começamos a andar até nos distanciarmos do aeroporto. Pegamos um trem e nos dirigimos para o centro de Frankfurt onde conseguimos nos hospedar em hotel.
Estou até agora imaginando como ficou a cara daqueles polizeis quando todo mundo saiu do avião e não acharam dois brasileiros que eles deveriam escoltar até o avião para São Paulo. Nossa!!! Que chapéu lindo, que pedalada de causar inveja no Robinho. Rsrsrs. Só faltou as bagagens. Mas isso é outra história.
Continua...
Que vergonha!!! Escoltados por policiais dentro do aeroporto. Os Polizeis nos acompanharam até o portão da imigração alemã e solicitou ao agente que carimbasse nossos passaportes para poder entrar em Frankfurt. Após analisar nossos passaportes, olhar bem na bolinha dos nossos olhos, o agente da imigração nos pergunta: Vocês vão mesmo para São Paulo não é?!?!?! Essa pergunta fez acender uma lâmpada bem nítida bem em cima da minha cabeça. Pensei – Caramba!!! O cara esta me dando um visto pra entrar na Alemanha e eu tenho que voltar para o Brasil? Não. Cadê a malandragem brasileira? Cadê a coragem que eu aprendi a ter na vida?
Trinta minutos de vôo de Munich até Frankfurt. O avião pousou, pegamos nossas bagagens de mão e foda-se o resto da bagagem que estava no avião de Munich para São Paulo. Começamos a sair do avião e logo na porta dois policiais nos aguardavam. Eles perguntavam pra quase todo mundo – mr. Oliveira, mr. Amorim Lima? – Nossa!!! Gelei. E agora?? Quando estávamos saindo perguntaram pra mim eu só respondi - nein, nein. (Não, não em alemão)e continuei saindo seguindo o resto dos alemães, fiquei só observando e prestando atenção nas placas de EXIT. Exit, Exit, Exit. Pronto, nem acredito que estou fora do aeroporto. Começamos a andar até nos distanciarmos do aeroporto. Pegamos um trem e nos dirigimos para o centro de Frankfurt onde conseguimos nos hospedar em hotel.
Estou até agora imaginando como ficou a cara daqueles polizeis quando todo mundo saiu do avião e não acharam dois brasileiros que eles deveriam escoltar até o avião para São Paulo. Nossa!!! Que chapéu lindo, que pedalada de causar inveja no Robinho. Rsrsrs. Só faltou as bagagens. Mas isso é outra história.
Continua...
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